16 abril, 2007

VISITA DA POETISA TERESA MARTINHO MARQUES

Foi um dia saboroso, este. Não a conseguindo superar em doçura, transcrevemos, tal qual, as palavras sobre a sua visita que a querida Teresa colocou no seu blogue "TEMPO DE TEIA"

Obrigada, obrigada!! És mesmo especial!

Palavras e ternuras...

A convite da Coordenadora da Biblioteca, lá fui eu hoje para Setúbal estar com meninos de segundo ano de uma escola EB1 que trabalharam os livros.(É a nossa!) Duas turmas. (2º A e 2º B)
De manhã a primeira (2º A) que me deixou uma lembrança linda... Ninguém lhes havia falado do meu carinho pelas borboletas,(ninguém mesmo!) mas depois de uma sessão viva e muito participada, foi curioso receber das suas mãos este mimo inesperado (escrita de um poema inspirado num dos do livro) que faz todo o sentido.
Cada aluno desenhou por dentro a sua borboleta...
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Começámos assim (como se vai ouvir no vídeo) (vão ao "Tempo de teia" e oiçam!!) a sessão da tarde.(2º A) Depois (felizmente) quer de manhã, quer de tarde, a arrumação vai-se sempre perdendo e acabamos bem juntinhos e misturados, com muitos beijinhos e abraços na despedida. Mil bracinhos no ar, perguntas e histórias e perguntas e mais histórias que querem partilhar sobre a sua vida. Podemos dizer os nossos nomes? E quando fazemos anos. E quantos anos temos. Podemos?
Estas segundas são assim guardadas para as partilhas mútuas de palavras e ternuras. Os livros no centro. As histórias. O prazer de mergulhar nelas. E gostas mais de ler ou de escrever? E o que é ser poeta? E como é que inventas essas coisas todas que pões nas poesias? Posso ler este poema? Posso dizer um poema que eu fiz com uma amiga e sei de cor?
Não sei nunca se estou à altura de responder prolongando o sonho. Mas deixo mensagem simples hoje: ser poeta é ser assim criança como vocês de olhos sempre abertos a fazer perguntas ao mundo. É não deixar que a porta se feche para aquele espanto bom com todas as coisas. É não deixar que ser adulto nos retire o sorriso que lá coloca uma borboleta de mil cores, ou uma aranha tecendo a sua teia. Que não se dê a desculpa de ter muito que fazer para não conseguir prestar atenção a uma flor pequenina que nasceu no alcatrão da estrada.
Ser poeta é talvez não conseguir dormir, não conseguir deixar de pensar e se inquietar com as coisas. Às vezes escrevemos tudo isso que mora cá dentro num local exterior a nós... outras, simplesmente, escrevêmo-las em silêncio bem por dentro onde ninguém lê.

Disse isto com outras palavras. Acho que perceberam. (Claro que percebemos!...pelo menos quase todos... os outros vão perceber mais tarde)

Queriam levar para a aula os livros que lhes deixei.
Mais outro dia bonito.

Teresa Martinho Marques

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Deliciem-se!!

1 comentário:

3za disse...

Tarde mas cá cheguei!!!!!
Beijinhos meus doces amigos!!!!!!!